O mercado imobiliário brasileiro nunca foi tão dinâmico. Em 2024, os lançamentos cresceram 17% e as vendas avançaram 21% em 12 meses, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
No primeiro semestre de 2025, as vendas já acumulavam mais 9,6% de crescimento sobre o mesmo período do ano anterior. Ou seja, setor não para e o comprador tampouco.
Mas há uma contradição no dia a dia das imobiliárias e dos corretores: enquanto o mercado acelera, uma parcela significativa de corretores ainda opera com planilhas, cadernetas e ligações frias, exatamente como fazia uma década atrás.
Como consequência, muitas oportunidades são perdidas, os leads esfriam e as comissões que poderiam ser suas vão para quem chegou primeiro.
Um mercado que não espera
Os números não deixam dúvida sobre a velocidade do setor. O volume de crédito imobiliário atingiu R$100,1 bilhões apenas nos primeiros sete meses de 2024, um crescimento de 14,1% frente ao mesmo período de 2023, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
As locações residenciais encareceram 13,5% no ano, chegando a R$ 48,12/m², segundo levantamento do DataZap.
No segmento de alto padrão, o cenário foi ainda mais expressivo: as vendas de imóveis de luxo totalizaram 9.329 unidades em 2024, alta de 33,5%, com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 38 bilhões, 46,1% acima de 2023, segundo dados divulgados pelo Valor Econômico.
Nesse contexto, inteligência artificial, CRMs avançados, qualificação automatizada de leads e assinatura eletrônica deixaram de ser diferenciais e passaram a ser pré-requisitos.
O corretor que ainda depende exclusivamente de indicação boca a boca ou de um cartão de visitas impresso está jogando um jogo de xadrez enquanto o mercado joga xadrez em velocidade máxima.
Onde estão as melhores oportunidades do Brasil agora
Saber onde o mercado está aquecido é metade da estratégia. Segundo levantamento do DataZap com base em 61.683 anúncios, as cidades abaixo registraram inflação no preço de venda em 2024 e seguem com demanda robusta em 2025:
- São Paulo
Lidera o mercado nacional de alto padrão, com imóveis a partir de R$ 811 mil e VGV de R$4,6 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2025, crescimento de 21% sobre o mesmo período de 2024, segundo levantamento da startup Pilar com base no ITBI.
A capital paulista registrou mais de 150 mil unidades lançadas em 2025, com destaque para imóveis compactos em bairros como Vila Mariana, Mooca e Barra Funda.
- Florianópolis
É um dos destinos mais procurados do país, impulsionada pela crescente busca por imóveis residenciais de alto padrão e locação de curta temporada.
A cidade combina qualidade de vida, valorização constante e infraestrutura urbana em expansão, consolidando-se como pólo de atração tanto para moradores quanto para investidores.
- Campinas
É o principal polo imobiliário do interior paulista, com forte presença de lançamentos nos segmentos médio e alto padrão. A cidade se beneficia da proximidade com a capital e do ecossistema de inovação e tecnologia, que atrai novos perfis de compradores com alta renda.
- Niterói
Em 2024, apresentou valorização de 2,4% no preço de venda, sustentada pelo aquecimento da economia e pela demanda por imóveis comerciais e residenciais de qualidade, em uma praça historicamente competitiva na região metropolitana do Rio de Janeiro.
- Uberlândia
No terceiro trimestre de 2025, foram comercializadas 1.248 unidades verticais, movimentando R$495 milhões em VGV, segundo pesquisa do Sinduscon-TAP com a Brain Inteligência Estratégica.
Entre 2020 e 2025, o preço do metro quadrado praticamente dobrou em diversas regiões da cidade. A construção civil representa 8% do PIB local.
Se você atua em qualquer uma dessas praças e ainda não tem uma operação estruturada para captar e converter em escala, está competindo de mãos atadas.
O corretor que não se atualiza perde espaço
A transformação digital no setor não é tendência, é realidade em curso. Ferramentas de qualificação automática de leads reduzem o tempo de resposta de horas para segundos.
O problema não é falta de tecnologia disponível. É resistência à mudança. O corretor que trabalha como trabalhava em 2015 não perdeu apenas eficiência, perdeu relevância para o comprador de 2025, que pesquisa, compara e decide com velocidade inédita.
Atualizar-se não significa abandonar o relacionamento humano, que continua sendo o coração da profissão. Significa potencializá-lo com as ferramentas certas para que você chegue na hora certa, com o imóvel certo, para o cliente certo.
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